sexta-feira, 11 de março de 2011

Release do novo single


Em 2011 o Lothlöryen retorna com um novo single “When Madness Calls”, e prepara o público para o que promete ser o álbum mais pesado, inovador e moderno da carreira da banda.

Longe dos palcos desde abril de 2010, a banda se preparou muito para a gravação do novo trabalho e o produzem em São Paulo, no estúdio Casa Negra. A produção está à cargo do ex-guitarrista do Torture Squad, o já experiente Augusto Lopes (Dr. Sin, Scelerata, Hangar, Eternal Malediction etc).

O single apresenta o primeiro trabalho do vocalista Daniel Felipe ao lado do Lothlöryen. Uma parceria que promete levar a musicalidade da banda para territórios ainda não explorados.

Sobre a música, o guitarrista e compositor Leko Soares expõe seu ponto de vista: “ Esse single não reflete totalmente como será o novo álbum, já que a música é a mais simples de todas, em termos de estrutura. Porém, decidimos começar o trabalho por esta canção, já que possui todos os elementos que a galera encontrará no novo cd: peso, atmosfera e refrões grandiosos”.

Paralelo ao lançamento do single o Lothlöryen já agenda sua nova tour que deverá começar em junho e se estenderá por todo o ano de 2012.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Lá e de volta novamente

Hey Folks,

Voltando ao blog depois de uma longa pausa.
Bom, nesse último ano que passou a banda passou por algumas mudanças inéditas na nossa jornada. Mudanças necessárias, porém, difíceis de serem feitas.
Primeiramente, no início do ano anterior tivemos que tomar a difícil decisão de afastar nosso vocalista da banda, pois o mesmo estava passando (e ainda está) por vários problemas relacionados às drogas e mesmo nosso apoio durante todos esses anos e insistência para que ele se tratasse não foram suficientes para afastá-lo dessa Mordor mental que a cada dia tem capturado mais pessoas por aí. Verdade é que tentamos de tudo para que essa decisão não fosse tomada ou pelo menos adiamos o máximo possível pra que ela fosse tomada. A banda se ofereceu durante algumas vezes para dar um tempo caso ele resolvesse se internar, mas essa vontade nunca partiu dele e para esse tipo de tratamento, isso é primordial.
Vida que segue, recrutamos o Daniel, um excelente vocalista que já era amigo e colaborador do Lothlöryen desde as gravações do Some Ways back no More (90% dos
backing vocals no Some Ways eram dele).
Fizemos dois shows importantes com o novo vocal (Spirit of Forest em Curitiba e Roça n' Rol de Varginha) e em abril resolvemos parar os shows para começar a pensar no novo álbum.
Já escrevi demais. Essa história eu conto no próximo post

Segue abaixo video do show de Curitiba




PS:Daniel Felipe também toca em uma excelente banda santista chamada Rygel que ano passado ficou nacionalmente conhecida pela homenagem ao Santos, gravando o hino oficial do clube em formato metal.

terça-feira, 10 de março de 2009

Ótima avaliação do novo álbum na Roadie Crew




Hey Folks,

Segue abaixo a resenha do novo álbum publicada na revista Roadie Crew, mês de março/2009, número 122.


Já está comprovado que a fusão entre J.R.R. Tolkien e Heavy Metal traz ótimos resultados se bem feita, e eis que temos mais um exemplo positivo disso em nosso país com a banda mineira Lothlöryen. No segundo álbum de estúdio, Some Ways back no More, Léo Oliveira (Vocal), Leko Soares (Guitarra), Tim Alan Wagner (Guitarra), Michel Aguiar (Baixo) e Marcelo Benelli (Bateria), retornam com a sonoridade que trouxe bons resultados para a estréia com "...of Bards and Madmen" (2005). Nestas nove faixas apresentadas temos um Power Metal que se encontra com influências do Folk Metal, repleto de corais a lá Blind Guardian e ótimas linhas de voz. Neste quesito ainda vale destacar a atuação de Léo, que apesar de trabalhar em estilo próprio tem um timbre que nos remete aos bons momentos de Tobias Sammet (Edguy e Avantasia). E ainda seria injustiça a não menção da qualidade presente nos arranjos gerais, que trazem complexidade, peso, velocidade e climas variados para as múisicas. Com Some Ways back no More o Lothlöryen se mostra apto a ser classificado entre os grandes representantes do estilo no Brasil, como o Tuatha de Danann. Vale a pena conferir.

Nota: 8,0

Por: Ricardo Campos

Do fundo do baú

E aí galera,

De volta com as postagens, dessa vez resolvi postar o video de maior sucesso de que participei no you tube. Detalhe: Não é do Lothlöryen. É uma paródia da música Rebellion do Grave Digger e nessa época ainda tinha cabelo grande.
Detalhe: Sou eu no vocal (Leko Soares) e o Léo Oliveira nas "guitarras".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E assim segue nosso hipócrita Underground

Acabei de ler essa declaração do Falaschi no Whiplash:

Novo Metal: Há alguns meses atrás, o baixista Felipe Andreoli publicou em seu blog sua indignação com relação a alguns fãs brasileiros de heavy metal que alimentam rivalidades entre bandas e fazem comentários contra o sucesso dos “concorrentes”, fazendo com que o sentimento de desunião aumente. O que você tem a dizer sobre isso?

Edu Falaschi: "Isso é um lixo que praticamente só existe no Brasil. É por isso que o metal nacional está praticamente morto, quase sem lugares para tocar, quase sem contratantes profissionais do Rock, quase sem público para as grandes bandas nacionais, que são muito boas, profissionais e talentosas. A culpa, em grande parte, é dos fãs e 'orkuteiros' de plantão, a escória da humanidade. A culpa também é das bandas por serem tão individualistas, mas fazer o quê? O brasileiro é assim em sua essência".

Minha opinião:

De fato eu concordo em partes com o que foi dito por todo mundo por aqui, porém, infelizmente tenho que dizer que concordo mesmo é em 90% com o que o Edu disse. Fiquei tão impressionado com a sinceridade da declaração do cara, ainda mais por ser um cara "público" que resolvi postar a declaração dele por aqui.
os 10% que eu não concordo com a resposta dele é só em relação a generalização dos orkuteiros, nesse ponto, ele poderia ter dito que há excessões e então tava 100% certo.
No mais eu tenho que bater palmas para o que ele disse, pois a declaração do Edu me soou mais como um desabafo de quem está na cena a tanto tempo e tá vendo de perto o que tem acontecido.
Quando ele diz que o metal nacional está praticamente morto ele se refere ao circuito underground nacional, podem ter certeza que ele não se refere às bandas e por isso mesmo eu concordo plenamente com ele.
Acho que o Brasil vive um paradoxo total hoje, tem muitas bandas maravilhosas, a safra de bandas competentes do underground nacional atual não deve nada às gringas, haja visto os últimos trampos que tem sido liberados no mercado: Torture Squad, Darkage, Soulriver, Rygel, Scelerata, Mind Flow, Hangar, Claustrofobia, Eternal Malediction, Threat - só pra comentar alguns. Porém, enquanto as bandas estão cada vez mais se profissionalizando, investindo em gravação, primando pela qualidade nas composições, buscando um próprio estilo e tudo o mais, o que vemos do outro lado é que infelizmente a realidade do underground brasileiro não comporta essa profissionalização do Metal. Cada vez é mais difícil encontrar locais com estrutura decente para fazer um show, os organizadores, na grande maioria são amadores e só pensam no seu próprio lucro (o que não estão de todo errado), mas se fodem pras bandas. E por último o público que paga 180 paus pra ver uma banda gringa à distância, mas acha que 10 reais é muito caro para prestigiar uma banda nacional de qualidade.
E é esse mesmo público que depois entra em uma comunidade no orkut ou em algum fórum do Whiplash, por exemplo e gasta seus dois neurônios em discussões intermináveis sobre "a morte do Sepultura" ou "como o Edu Falaschi canta mal ao vivo" ou ainda "que banda é melhor que qual" ou "qual pagou mais pra tocar em tal show", ou seja, nosso underground tá apodrecendo e se degenarando por conta dos urubus de plantão que vivem vomitando sua própria carniça enquanto esperam alguma outra para bicar.

E assim segue nossa hipócrita cena....

Por: Leko Soares (Guitarrista/Compositor do Lothlöryen)